Às vezes me pego pensando nas voltas que o mundo dá e o como é bom ver como é o encontro na curva da vida.
A senhora X (para não ferir ninguém) sempre foi chefe de setor administrativo de uma
Divisão de uma Secretaria Municipal de Saúde. Lá era a “papa”. Sabia de tudo sobre seu trabalho (pelo menos era o que ela achava) e gostava, ou quem sabe, em virtude de seu “poder”, de criticar e menosprezar o trabalho de outros técnicos administrativos. De vez em quando ela chegava a rasgar alguns relatórios laboriosos e verbalizar que o técnico era um burro e que não sabia fazer o trabalho.
Os técnicos já sabendo da “pavulagem” da senhora X refaziam o relatório, mas sem modificar nada e ela, no auge de sua autoridade dizia: agora está bom embora ainda tenha alguns erros e não da tempo de arrumar novamente com o risco de chegar atrasado nos setores de controle.
Ela era “imexível” por força política ou sei lá o quê.
Foram anos de humilhação que aquela equipe passou sob as unhas da referida senhora. O fato é que ela destilava sua arrogância e “imexibilidade” também em seu próprio setor de trabalho: um ninho de cobras como acontece na maioria das instituições publicas. Tanto ela aprontou por lá que foi praticamente expulsa de sua unidade de origem e quase exonerada por má conduta profissional. Ela tinha transformado seu setor na “área de serviço de sua casa” tanto era seus mandos e desmandos.
Nenhum chefe de setor queria aquela senhora trabalhando junto, pois sabiam o que ela aprontava em virtude de sua síndrome de poder absoluto.
O ditado proferido por nossos avôs: não cuspa para cima ou o cuspe pode cair na sua cara. Ela foi designada e aceita para prestar serviço no local onde trabalhavam as pessoas que ela mais humilhou e rasgou seus relatórios. Foi bem recebida porque naquele lugar as pessoas eram alegres e educadas e cumpridoras de seus deveres (algumas).
Foi aí que perceberam que ela era uma fraude. Pois não sabia nem manejar um computador e vivia pedindo auxilio das pessoas que tanto desprezou. Questionada por um funcionário que não tinha papas na língua sobre o fato de não saber o fazer técnico ela respondeu: Eu não se
i por que sempre fui chefe.
Tenha dó, né? Ainda bem que as coisas ainda podem ser mudadas.
Há, há, há!

Veja só como as coisas acontecem, pois assim diz o ditado popular aqui se faz e aqui se paga. Não contrariando o dito popular, mas afirmando, a Biblia afim que tudo que você plantar também colherá.
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